Eventos marcantes em nossa história, da cultura e arte Sino Brasileira no Brasil e em especial em Minas Gerais. A Arte Sino Brasileira é a mescla das artes tradicionais folclóricas Chinesas e Brasileiras aplicadas na Arte Contemporânea, que envolve práticas multidisciplinares como o teatro de rua, apresentações cênicas folclóricas de rua e tradicionais, instrumentos e músicas folclóricas tradicionais, atividades circenses de rua e o teatro de máscaras e de bonecos.
Dentro da Arte Cultural Sino Brasileira criamos um sincretismo das Manifestações Culturais Folclóricas Brasileiras como o Bumba Meu Boi, o Congado e o Reinado, em contrapartida com as Manifestações Culturais Folclóricas Chinesas como a Dança do Leão e Dança do Dragão, que compões apresentações com fantasias de bonecos. Também a Ópera Chinesa e o Teatro de Rua Chinês que mescla teatro de máscaras, música, práticas circenses e marciais demonstrativas.
No ano de 1960 chega ao Brasil um grande mestre da Cultura Chinesa e das Artes Marciais Tradicionais, o jovem Chan Kowk Wai, conhecido com o “Cabeça de Leão”, se estabelecendo em São Paulo. O jovem Chan fundou a Academia Sino-Brasileira na cidade de São Paulo, se tornando um grande expoente da cultura chinesa no Brasil, formando vários professores até a de seu falecimento no ano de 2022.
Fez parte do Centro Social Chinês por muitos anos, chegando a ser presidente de tal entidade, contribuindo para a difusão desta arte e cultura, assim como a integração de imigrantes chineses no Brasil.
A contribuição do Mestre Chan Kowk Wai foi tão significativa e importante para a difusão desta cultura e a arte marcial chinesa que no ano de 2010 recebeu as menções honrosas do governo de São Paulo, como Cidadão Honorário da Cidade de São Paulo.
Foto: o jovem Chan apresentando a Dança do Leão Chines.
“A Arte sempre fez parte de minha vida. Meu pai artista plástico e fotógrafo e minha mãe atriz e escritora de peças infantis, possibilitaram que de forma natural eu tivesse os primeiros contatos com a arte. O gosto pela cultura, antropologia, sociologia e filosofia foram surgindo com o tempo e possibilitaram as buscas em minha vida e a escolha do caminho que tenho trilhado.”
Prof. Felipe M. C. R.
A arte na vida de Felipe Mourão Carneiro Rocha se iniciou na infância através de diversas manifestações como no desenho, pintura e escultura. Mais tarde, ainda durante a infância iniciou sua prática artística no teatro em uma peças escrita por sua mãe, intitulada “A Dona Formiguinha”.
Foto: Professor Felipe em baixo sentado a direita
No ano de 1994 Felipe conheceu a Arte e Cultura Chinesa inicialmente através das Artes Marciais e das práticas Culturais Artísticas ligadas a ela, das apresentação de coreografias teatrais, na cidade de Divinópolis, MG.
A cultura chinesa é extremamente rica de elementos e manifestações artísticas das mais variadas, que se fundem com as artes marciais tradicionais chinesas, e que carregam grandes riquezas das manifestações folclóricas populares.
Dentro da Arte Cultural Sino Brasileira foi criado um sincretismo das Manifestações Culturais Folclóricas Brasileiras como o Bumba Meu Boi, o Congado e o Reinado, em contrapartida com as Manifestações Culturais Folclóricas Chinesas como a Dança do Leão e Dança do Dragão, que assim como o Bumba Meu Boi é uma dança com fantasias de bonecos representando animais e seus simbolismos. Também a Ópera Chinesa e o Teatro de Rua Chinês que são uma mescla de teatro de máscaras, música, práticas circenses e marciais demonstrativas.
Foto: Prof. Felipe na Porta do Templo em Manaus AM – Associação Shaolin do Norte – 2004
Felipe se mudou para Belo Horizonte e iniciou seu treinamento na Associação Internacional Chinesa do professor Shifu Edecir Lopes Martins Fanthum no ano de 1999.
Edecir trouxe a arte e cultura chinesa para Belo Horizonte no ano de 1989, com as apresentações do Dragão e do Leão Chinês.
Entre os anos de 2002 e 2006, Felipe se estabeleceu em Manaus, continuando seu aprendizado da arte e cultura chinesa com o professor Antonio Roberto Baptista.
Foto: apresentação na Fabrica da Coca no Espírito Santo, 2008, professor Felipe na direita ao fundo, professor Edecir no centro de amarelo.